Adonhiramita

Maçonaria simbólica · Tradição francesa do século XVIII

Adonhiramita

“Visita o interior da Terra e, retificando-se, encontrarás a Pedra Oculta.” V.I.T.R.I.O.L.

Descer ao Templo

Nem melhor nem pior,
apenas diferente.

Da liturgia do Rito Adonhiramita

O que distingue o Rito

Um Rito histórico, de profunda espiritualidade

Entre todos os Ritos da Maçonaria Universal, o Adonhiramita guarda particularidades que nasceram na França do século XVIII e nunca foram abandonadas. Elas não o tornam melhor nem pior que os demais — apenas diferente, com o mesmo objetivo de sempre: o aperfeiçoamento do ser humano.

O Cerimonial do Fogo

Dos quatro elementos, o fogo é o princípio ativo e transformador. O Cerimonial invoca o Senhor de Todas as Luzes pelas três palavras das Luzes da Loja: Sabedoria, Força e Beleza.

Velas, nunca lâmpadas

Sempre de cera pura de abelhas, como manda a tradição: chama sem fuligem, fogo verdadeiro. A lâmpada elétrica ilumina, mas não arde — e o Rito precisa do fogo, não da luz.

A formação do Pálio

Três espadas erguidas a 52°, tocando-se no alto como uma pirâmide sobre o Altar dos Juramentos. Protegem o Ocidente, o Sul e o Norte, e deixam livre apenas o Oriente, de onde emana a Luz.

As luvas brancas

Igualam as mãos calejadas do operário às do intelectual. Pela direita se dá, pela esquerda se recebe: dá-se com pureza e recebe-se com pureza.

A circunavegação

Feita na forma do símbolo do infinito, a estrada do tempo e da continuidade da vida: todo começo contém em si o fim, e todo fim contém em si o começo.

O Nome Histórico

Na Iniciação, cada Irmão recebe o nome de um personagem virtuoso já partido para o Oriente Eterno, que passa a ser seu Patrono. Se a Maçonaria transforma o profano em iniciado, o novo nome anuncia o novo ser.

São mais de vinte peculiaridades no total — da abertura do Livro da Lei no Evangelho de João às doze badaladas e à Cerimônia da Incensação.

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A origem

Filho da Maçonaria francesa

O Rito Adonhiramita nasce da Franco-Maçonaria implantada em Paris por volta de 1725, através de imigrantes ingleses. Os rituais que atravessaram o Canal já traziam as mudanças que Londres introduziu em 1730 — as Colunas invertidas, o pé direito iniciando a marcha, a palavra de passe no Grau de Aprendiz.

Em 1782, Louis Guillemain de Saint Victor publica a Recueil Precieux de La Maçonnerie Adonhiramite — a Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita — organizando os graus em meio à explosão de sistemas que tomava a França. É desse trabalho que o Rito recebe sua forma.

Pesquisar o Rito, porém, é defrontar-se com uma montanha de opiniões cristalizadas que pouco correspondem à realidade histórica dos fatos. O artigo a seguir reúne fontes e datas para quem quer estudá-lo pela documentação, e não pela lenda.

Ler história e idiossincrasias

“Silêncio, meus AAm.ʹ. llr.ʹ.! Eu vos peço um momento de reflexão a fim de ingressarmos no Templ.ʹ.

Am.ʹ. Ir.ʹ. M.ʹ. de CCer.ʹ. — no Átrio