Fundamentos e tradições do Rito
Este Rito é histórico e tradicional, de profunda espiritualidade. Tem por base teológica os mistérios egípcios, a volta dos judeus do cativeiro e as verdades bíblicas reveladas no Antigo e no Novo Testamento, particularmente no que concerne à construção do Templo de Salomão e às origens do Cristianismo, com atenção especial voltada para os aspectos proféticos e apocalípticos de ambos os documentos sagrados.
Podemos constatar esta profunda espiritualidade ainda no Átrio, quando da entrada ao Temp.ʹ., no momento em que o Am.ʹ. Ir.ʹ. M.ʹ. de CCer.ʹ. diz: “Silêncio, meus AAm.ʹ. llr.ʹ.! Eu vos peço um momento de reflexão a fim de ingressarmos no Templ.ʹ.”
Neste momento observa-se uma viagem interior, o V.I.T.R.I.O.L., cuja tradução é “Visita o interior da Terra e, retificando-se, encontrarás a Pedra Oculta”. É uma viagem solitária e profunda, um resgate dos mais puros valores inerentes ao ser, a busca do universo interior, a busca do “conhece-te a ti mesmo”. Uma viagem para a qual as condições sociais profanas, a cor, a raça, os credos religiosos e políticos, assim como os metais que distinguem o rico do pobre, tornam-se fardos desnecessários e incômodos.
Forma-se então a Egrégora, uma reflexão agora coletiva elevada ao Supremo Criador dos Mundos, desejando a paz entre os homens, que todos possam se transformar em homens de boa vontade, que os desesperados encontrem a esperança e os tiranos possam encontrar o caminho da justiça.